Para o plantio de árvores em calçadas recomenda-se a
consulta de um guia de arborização urbana, evitando plantar
espécies muito altas que comprometam a rede elétrica, e espécies
que apresentam raízes agressivas que possam interferir em
encanamentos e no trajeto de pessoas. Sendo assim, essas
espécies não necessitarão de qualquer tipo de poda mais drástica
ou predatória.
Os pássaros
despendem altas taxas de energia, principalmente quando
alimentam seus filhotes no ninho, e para satisfazer seus
requisitos metabólicos, precisam fazer várias visitas às
plantas. A vantagem do vôo possibilita percorrer grandes
distâncias a procura de alimentos.
A flor possui algum atributo como tamanho, forma, cor,
cheiro ou um conjunto de características que atrai muitos
animais, dentre eles os pássaros.
Flores visitadas por pássaros produzem grande quantidade de
néctar, geralmente têm pouco ou nenhum odor, pois nas aves o
sentido do olfato é pouco desenvolvido. Entretanto, flores
coloridas chamam a atenção das aves, principalmente as vermelhas
e amarelas, assim como as tipicamente grandes ou com grandes
inflorescências.
Alguns pássaros visitam as flores regularmente para se
alimentar de néctar (nectarívoros), partes florais (fitófagos) e
insetos que vivem nas flores (insetívoros). Quando se alimentam
do néctar de alguma flor, mantém contato com o pólen em alguma
parte do corpo, geralmente a cabeça, e logo após o contato com
outra flor atuam como polinizadores. Outros se alimentarem de
frutos (frugívoros), sementes e grãos (granívoros) e atuam como
dispersores, após a defecação ou seleção do alimento.
Pássaros frugívoros possuem grande percepção visual e se
alimentam de sementes muitas vezes bem pequenas. Frutos doces e
coloridos são os mais convidativos. Os pássaros onívoros, como o
pardal, são os que possuem dieta variada a partir de diversos
tipos de alimentos, tanto vegetal como animal.
Muitos pássaros brasileiros são considerados como
domésticos, sendo comum encontrá-los em ambientes urbanos ou
antropizados, entre eles estão: sabiá, sanhaço, tico-tico,
canário-da-terra, beija-flor, pardal, rolinha, bem-te-vi,
bigodinho, caboclinho, trinca-ferro, azulão, pintassilgo, entre
outros.
Atrair os pássaros com alimentos é uma prática muito comum.
O beija-flor é um dos pássaros que mais são atraídos nos centros
urbanos; as pessoas costumam manter bebedouros com água
açucarada, pendurados em árvores ou ganchos. Mas é preciso ter
cuidado, pois caso a água não seja trocada diariamente e
fermentar, poderá causar sua morte. Alguns pássaros como os
sanhaços são atraídos com frutas como mamão e banana.
Algumas aves respondem à ação antrópica e buscam novas
áreas para colonizar. Outras se adaptam à cidade ou permanecem
em habitats pouco alterados. Em certas épocas do ano, as
aves migratórias usam áreas urbanas para se acasalar ou,
simplesmente, para descansar antes de seguir sua trajetória.
Espécies típicas de campos secos ou brejosos e de borda da mata
ocupam na cidade as áreas semelhantes aos seus ambientes
naturais.
Por causa do alto grau de tolerância e capacidade de
aproveitar eficientemente os diferentes recursos oferecidos pelo
ambiente é que o sabiá-laranjeira e o sanhaço são chamados de
pássaros generalistas.
Numa grande metrópole como o
Município de São Paulo, que apresenta um mosaico de ambientes é
possível encontrar variedade de pássaros, desde espécies
tipicamente urbanas até
espécies que necessitam de matas preservadas como o
Ramphastos dicolorus (tucano-de-bico-verde), Tangara
seledon (sete-cores), Thraupis ornata (sanhaço-de-encontro-amarelo)
e Pyrrhura frontalis (tiriba-de-testa-vermelha). Já as
áreas abertas e os campos antropizados da cidade são habitados
por Vanellus chilensis (quero-quero), Crotophaga ani
(anu-preto), Speotyto cunicularia (buraqueira),
Colaptes campestris (pica-pau-do-campo), Paroaria
dominicana (cardeal), Volatina jacarina (tiziu), etc.
Alguns fatores podem impedir a visita dos pássaros às
plantas, como barulhos e ruídos, animais próximos que possam
afugentá-los, tipo de habitat e, principalmente, a
ausência de determinada espécie de pássaro naquele ambiente. Uma
relação de plantas que atraem os pássaros é simplesmente
sugestiva, não significando necessariamente que sejam atraídos.
Uma pequena lista foi elaborada contendo nome de pássaros e
suas características e preferências alimentares para poder
auxiliar as pessoas interessadas na preservação e manutenção dos
pássaros em seu entorno.
Alguns pássaros e plantas são comuns em várias regiões,
porém outros são endêmicos. Em função dos valores culturais e
regionais o nome comum das espécies pode variar muito e causar
erros de identificação. Por isso torna-se interessante e
importante observar o nome científico que reconhece a espécie em
qualquer lugar do planeta, independente da língua oficial do
local.
ANDORINHAS:
Notiochelidon cyanoleuca – As andorinhas são exímias
voadoras. Encontradas em várias regiões do mundo, vivendo em
bandos, sempre muito próximas
das árvores e de várias plantas,
alimentam-se basicamente de insetos. Nas cidades, pousam
geralmente na fiação da rede elétrica e nas antenas de aparelhos
eletrônicos.
ARAÇÁS:
Estas aves são atraídas pelos frutos da pitangueira (Eugenia
uniflora).
ARARAS:
voam diariamente muitos quilômetros na busca de frutos,
principalmente de diversas palmeiras. Para o ninho, escavam os
estipes dos buritis (Mauritia flexuosa).
-
ARARA
AZUL-
Anodorhynchus hyacinthinus,
tem preferência pelas castanhas retiradas de cocos da
palmeira acuri (Scheelea phalerata) e bocaiúva (Acrocomia
sp). Quase todos os ninhos são escavados nos estipes do
manduvi (espécie de árvore gigante e frágil, quase sempre
completamente oca, cujos galhos se quebram com facilidade,
mas onde as araras nidificam predominantemente).
-
ARARA-AZUL-DE-LEAR-
Anodorhynchus leari, é encontrada em áreas de canyons
e rochedos. Sua principal fonte alimentar provém de sementes
das palmeiras conhecidas por licuri (Syagrus coronata
e S. picrophylla).
-
ARARA-AZUL-GRANDE-
habita
áreas de buritizais em matas ciliares e cerrados adjacentes,
alimentando-se também de sementes de acuri e bocaiúva.
-
ARARINHA
AZUL-
Cyanopsitta spixii,
aprecia as sementes de buriti (Mauritia
flexuosa).
ARARAJUBAS:
Aratinga guarouba – apreciam sementes e frutos oleosos,
principalmente da palmeira buriti.
AZULÃO:
Passerina brissonii – habita bordas de matas e florestas
ralas; é onívoro, consumindo sementes de capim, pequenas frutas
silvestres e vários insetos.
BEIJA-FLORES:
são atraídos por flores
coloridas, geralmente tubulosas, e produtoras de néctar, seu
principal alimento, porém completam
sua dieta comendo insetos em flores ou em vôos rápidos.
Seu
bico arrojado permite beber diretamente do nectário floral sem
precisar pousar. Entre todas as espécies de beija-flores do
Brasil o tesourão é o mais comum. As flores mais visitadas por
eles são das seguintes espécies vegetais:
Abutilon darwinii
- (sino-amarelo, arbusto perene, de corolas amarelas,
semi-abertas).
Abutilon striatum
- (lanterna-chinesa, arbusto perene, de flores de cor alaranjada
com estrias vermelhas).
Erythrina falcata
- (árvore conhecida como
crista-de-galo, de flores vermelhas).
Fuchsia hybrida
- (brinco-de-princesa,
herbácea escandente, de flores pendentes e vistosas).
Heliconia
sp – (caetês, bananeiras, tracoá, arbusto que possui
inflorescências grandes e atrativas).
BEM-TE-VI:
Pitangus sulphuratus – seu nome popular é
onomatopéico, pois seu canto imita um chamado, dando a impressão
de cantar seu próprio nome: "bem-te-vi, bem-te-vi". Seus
principais alimentos são frutas de
pessegueiro, ameixeira, romãzeira, mangueira, pitangueira,
uvaia, goiabeira, jabuticabeira, araçazeiro, amoreira e figueira
e insetos, mas não dispensam
algumas sementes.
BICO-DE-LACRE:
Estrilda
astrid
–
restrito aos ambientes urbanos ou antropizados se alimenta das
sementes do capim colonião africano, o que condiciona sua
distribuição.
BICUDO:
Oryzoborus crassirostris,
O. magnirostris e O. gigantirostris
- costumam pousar no último galho da árvore mais alta do local
onde se encontram, imitando em seu canto o som de flauta. O bico
robusto e cônico é próprio para esmagar sementes.
CABOCLINHO:
Sporophila palustris – é o menor pássaro canoro
brasileiro. Habita várzeas à procura de sementes de capim verde,
entre outros, especialmente o capim de flor amarela e o
colonião.
CAMBACICA:
Coereba flaveola
- visitante de parques e jardins, disputa o alimento das flores
com o beija-flor. Diferencia-se no modo de obter o néctar,
agarrando-se
à corola das flores e com o bico curvo e pontiagudo perfura o
cálice, atingindo assim os nectários. Completa sua dieta
alimentando-se de artrópodes.
CANÁRIO
BELGA:
São pássaros
granívoros e, portanto, as sementes representam a parte mais
importante de sua dieta.
CANÁRIO DA
TERRA:
Sicalis flaveola - o pássaro canoro mais popular
do Brasil, come de tudo, principalmente sementes, podendo ser
alpiste, painço amarelo, linhaça e se adapta com facilidade a
qualquer tipo de ambiente.
CARDEAL:
Paroaria coronata – encontrado em campo aberto com árvores altas, capões de mato e beira
de rios. Onívoros, sua dieta é composta de grande variedade de
sementes, insetos e frutinhas, mas em época de reprodução, seu
regime alimentar passa a ser exclusivamente insetívoro, que se
prolonga por mais alguns dias após o nascimento dos filhotes.
COLEIRINHA/COLEIRO:
Sporophila caerulescens
– habita áreas antrópicas (pomares, pastos, praças das cidades),
brejos, capoeiras e
restingas, sendo encontrado empoleirado em arbustos ou agarrados
em talos das inflorescências de gramíneas, alimentando-se de
sementes do capim
ou que estão no chão.
CURIÓ:
Oryzoborus angolensis - de origem tupi, seu nome
significa “amigo do homem”.
Dispõe de bico forte,
curto de cor preta, capaz de quebrar as sementes mais duras,
especialmente semente do capim navalha, base de sua alimentação,
completando sua dieta com insetos. Habita normalmente áreas nas
proximidades de lagos, várzeas e rios.
GATURAMOS:
Tanagra
violacea
Linnaeus - também conhecido pelos nomes de Tietê e Bonito, sua
dieta é composta por frutas (laranjas, goiabas e bananas) e
insetos. Apreciam os frutos da planta erva-de-passarinho, que
são facilmente encontradas nas copas dos ipês, árvores comuns no
cerrado e também nos centros urbanos.
GATURAMOS-VERDADEIROS: Euphonia violacea –
hábil imitador do canto de outras aves como do gavião (Buteo
magnirostris), do sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris),
da andorinha-serradora (Stelgidopteryx rufficollis) e o
pardal (Passer domesticus). Basicamente, sua dieta
restringe-se a frutos de epífitas, parasitas, bromeliáceas e
cactáceas, embora possa incluir alguns artrópodes na sua
alimentação.
JOÃO DE BARRO:
Furnarius rufus –
utiliza habilmente o barro misturado com fibras vegetais, capim, pêlos e estrume
para construir sua casa no alto dos postes de
iluminação
e dos galhos de árvores em regiões urbanas e
campestres. É na vegetação baixa,
onde pode caminhar, que ele busca
insetos, larvas e artrópodos em geral para compor sua dieta.
PAPAGAIOS:
seu bico forte e encurvado para baixo é apropriado para quebras
sementes duras e coquinhos. Frutos, sementes, brotos, flores e,
eventualmente, insetos que estão nas frutas fazem parte de sua
dieta na natureza.
-
PAPAGAIO-CHORÃO,
Amazona
pretrei,
ave típica do sul do Brasil, aprecia o pinhão, semente da
araucária (Araucaria angustifólia).
PARDAL:
Passer domesticus
– encontrado facilmente em áreas urbanas, pode construir seu
ninho no oco de alguma árvore, no beiral de telhado ou outra
saliência. Sua dieta variada consiste em sementes, insetos,
frutas e restos alimentares como migalhas de pão.
PÁSSARO-PRETO:
Gnorimopsar chopi
– dieta composta por
sementes, frutos de
pessegueiro, ameixeira, romãzeira, mangueira,
pitangueira, uvaia, goiabeira, jabuticabeira, araçazeiro,
amoreira e figueira,
incluindo principalmente cocos do buriti.
PICA-PAU:
com bico forte e apropriado para lascar o tronco das árvores à
procura de alimento, normalmente come larvas de insetos e alguns
insetos, mas prefere besouros.
-
Uma
espécie de pica-pau do gênero Celeus, de
pelagem amarelada com pontos pretos visita as flores
vermelhas da árvore conhecida como anani ( Symphonia
globulifera ), cujo tronco solta um látex de um amarelo
intenso, para procurar por insetos.
PINTASSILGO:
Carduelis magellanica icterica
– é o
mais comum. Com seu canto longo e repicado estimula o canto de
todos os outros pássaros ao seu redor. É encontrado em
ambientes variados como brejos, capoeiras, pastos, pomares,
florestas ralas, pinheirais. Sua
dieta consiste de vários tipos de sementes de capim, de
assa-peixe, dente-de-leão, além de apreciar as flores dos
eucaliptos e os insetos que vivem nos pinheirais. Em proximidade
de áreas urbanas aprecia
sementes e pequenos frutos secos,
de revestimento duro, além de frutas encontradas em pomares.
POMBOS:
Columba livia
- o pombo-doméstico, comum de ser encontrado
na cidade, é uma ave mansa que vive em
parques, praças e principalmente em beirais de telhados
residenciais ou comerciais, onde nidificam. Sua alimentação é
variada, aproveitando todos os recursos que o ambiente oferece.
As pessoas costumam atraí-los com sementes de milho e migalhas
de pão. Apreciam também os
frutos maduros de chumbinho (Ligustrum japonicum), planta
muito utilizada na arborização urbana.
Devido a grande oferta de alimento, a
população tem crescido muito, ocasionando transtornos como
sujeiras provenientes de suas fezes que podem transmitir muitas
doenças.
QUERO-QUERO:
Vanellus
chilensis
– pode ser encontrado próximo das áreas urbanas, fazendo seu
ninho camuflado no chão de gramados, utilizando folhas secas,
não hesitando em atacar quem por perto passar. Alimenta-se de
insetos e outros artrópodes capturados no solo.
ROLINHA:
Columbina
talpacoti
– habita áreas com plantações, campos abertos e os centros
urbanos, onde é muito comum. Constrói o ninho em arbustos
utilizando gravetos. Sementes de gramíneas e de pequeninos
frutos apanhados do chão fazem parte de sua dieta. Em ambientes
urbanos sua alimentação é variada, nutrindo-se de sementes e
outros alimentos encontrados à disposição naquele ambiente.
SABIÁ-LARANJEIRA:
Turdus rufiventris – seu canto longo e melodioso
semelhante ao som de flauta, serviu de inspiração a alguns
poetas. É encontrado tanto no campo quanto na cidade. Por estar
muito próximo ao homem, sua popularidade o tornou símbolo
representativo da fauna ornitológica brasileira e foi
considerado popularmente a Ave Nacional do Brasil através de
decreto federal. É muito comum encontrá-lo andando pelo chão
capturando invertebrados, mas sua dieta consiste basicamente em
frutos de pitangueiras (Eugenia uniflora),
figueiras-benjamim (Ficus microcarpa), palmeiras como o
jerivá (Syagrus romanzoffianus) e a seafórtia (Archontophoenix
cunninghamiana) e amoreiras (Morus nigra). Ele
costuma visitar comedouros para comer frutas (mamão, banana,
laranja) e pão que são ofertados pelo homem.
SAÍRAS:
- O canto da maioria das saíras é inexpressivo e podem ser
encontradas principalmente em árvores floridas ou ricamente
frutificadas.
SAÍRA-AMARELA:
Tangara
cayana
– habita
matas abertas
e ciliares, áreas cultivadas, parques e jardins, freqüentando
árvores com frutos maduros, como a aroeira-vermelha (Schinus
terebinthifolia) e magnólias (Magnolia spp) e
completa sua dieta com insetos cupins e vespas.
SAÍRA-PARAÍSO:
Tangara
chilensis –
vive na mata,
sobretudo na área de várzea.
SAÍRA-SETE-CORES:
Tangara seledon
- ameaçada de extinção como espécie
vulnerável é uma ave lindíssima por ser
multicolorida. Costuma fazer seu ninho em bromélias que podem
estar no tronco de palmeiras como, por exemplo, a da
palmeira-imperial, cujos frutos são apreciados.
SANHAÇO-CINZA:
Thraupis sayaca
–
pode ser encontrado
em áreas rurais e nas cidades, especialmente em bairros bem
arborizados. Utiliza buracos de árvores para fazer o ninho,
especialmente os de coqueiros. Freqüenta principalmente árvores
frutíferas como pessegueiro, pitangueira, ameixeira, romãzeira e
comedouros onde são oferecidas frutas como mamão, banana,
laranja entre outras. Aprecia os frutos de figueiras (Ficus
carica, F. microcarpa, F. elastica), amoreira (Morus
nigra) e embaúba (Cecropia sp.) e come as pétalas de
ipê-amarelo (Tabebuia sp.). Alimenta-se ainda de néctar
de flores de eucalipto (Eucalyptus sp.) e mulungu (Erythrina).
TICO-TICO:
Zonotrichia Capensis – seu nome veio do pio: "tic...tic.
Habita paisagens abertas, campos de cultura, fazendas e jardins.
Conhecido como irrequieto, devido ao modo como captura alimento
no solo por meio de pequenos. Sua dieta é composta de sementes,
muitas vezes, extremamente amargas e de insetos. É considerado
útil ao homem por alimentar-se de
larvas daninhas encontradas em hortas e ao Chopim (Molothurs
bonariensis)
a quem serve de ama seca .
TUCANO-TOCO:
Ramphastos toco
– é uma espécie onívora, alimentando-se basicamente
de frutos e sementes, de insetos, ovos de outras aves e dos
filhotes destas caso lhe falte alimento. Vive em bordas de matas
e freqüenta os palmitais em busca de seus frutos. Seu bico é
leve e oco, porém muito resistente, proporcionando pular com
facilidade os galhos das árvores e apanhar delicadas frutinhas.
TUCANO-DE-BICO-VERDE:
Ramphastos dicolorus
-
habita áreas florestadas, do litoral a zonas montanhosas,
incluindo as florestas de planalto. Sua alimentação é variada:
frutos, artrópodes e pequenos vertebrados. Entre os frutos
apreciados pelos tucanos estão os de várias palmeiras como o
palmiteiro (Euterpe edulis), o jerivá (Syagrus
romanzoffiana) e a palmeira-elegante (Archontophoenix
cunninghamiana). Completa sua dieta comendo aranhas e
insetos como lagarta, cigarra, grilos.
TRINCA-FERRO:
Saltator maximus - seu
nome é devido ao canto alto e estridente que vocaliza.
Habita bordas de matas e
clareiras, tanto nas baixadas como nas montanhas. Pode ser visto
também em pomares alimentando-se de
frutas.
Referências bibliográficas:
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H.; Souza, H. M. 2001.
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3ª edição Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 1088p.
Raven, P. H.; Evert, R. F.; Eichorn, S. E. Biologia
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edição revista e ampliada por José Fernando Pacheco. Rio de
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Endereços eletrônicos (acessos: 13/02/2005)
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/meio_ambiente/servicos/herbario/001
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http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/ave/ave.html